<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976</id><updated>2011-07-08T01:39:35.842+01:00</updated><category term='Conservador'/><category term='Simbolos'/><category term='Politica'/><category term='rumo'/><category term='Reflexões'/><category term='história'/><category term='Portugal'/><title type='text'>O LUGAR DE PORTUGAL</title><subtitle type='html'>Portugal - Não só o que fomos, mas o que queremos ser.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-7927753087205023797</id><published>2009-10-01T12:22:00.002+01:00</published><updated>2009-10-01T12:28:17.853+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>A Socratização da Repúplica</title><content type='html'>O país encontra-se em suspenso com o conflito Belém- São Bento a marcar a agenda. Uma guerra marcada por desconfianças e episódios infelizes de ambos os lados, que se consumou à vista de todos com a declaração ao país do Presidente da República.&lt;br /&gt;Por esse país político afora, os “comentadores” e “fazedores de opinião” (anti-Cavaquistas de longa data em grande maioria…), soltaram de imediato a sua fúria contra o PR e a incoerência do seu discurso.&lt;br /&gt;É verdade que o seu discurso foi mal arranjado, que as suas acusações ficaram a meio caminho daquilo que ele queria e devia ter dito, mas as falhas Cavaco não são o que de pior corre em todo este caso. E é isso que os portugueses não podem deixar que aconteça impunemente diante dos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação da informação que fez manchetes na imprensa foi evidente e teve como único beneficiário José Sócrates, que conseguiu que fosse feita uma campanha eleitoral sem que o essencial fosse discutido. Como foi possível que na campanha das legislativas 2009, nada fosse discutido sobre os 4 anos de mandato de Sócrates e que o julgamento das suas políticas não fosse efectuado? Como foi possível que não tenha apresentado uma única proposta que definisse a sua vontade de governar por mais 4 anos o país? Mais uma vez, é apontado o fraco desempenho da sua opositora como razão deste facto, sempre culpas alheias... Mas é uma peneira com poros muito largos, porque foram sobretudo os casos como o das escutas, que sucessivamente iam enchendo o papel dos jornais e o tempo de antena de rádios e televisões, que retiraram qualquer espaço às discussões que importavam ao país (mas não a Sócrates).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitir que se avance com este processo de vitimização e impunidade total de José Sócrates, fazendo parecer agora que foi o Presidente da República quem quis manipular a imprensa e prejudicar Sócrates, é uma leviandade que não podemos permitir. Com tantos factos provados de interferência de Sócrates nos meios de comunicação, é agora uma suposta noticia libertada pelo PR a mais de um ano das eleições (a data do ditoso mail caído do céu a uma semana das eleições, qual golpe de asa) que faz escândalo neste país.&lt;br /&gt;Que os assessores de José Sócrates liguem para as redacções a pedir explicações sobre os conteúdos editoriais, nada a dizer, sobre as noticias que as suas empresas de imagem vão semeando pela imprensa, nada a dizer, sobre os casos de jornalistas processados por Sócrates por expressarem a sua opinião, nada a dizer, sobre o caso vergonhoso de compra de um director de uma televisão (leia-se Moniz a um mês e meio das eleições, no negócio milionário Prisa-Moniz-Ongoing-MediaCapital-TVI) para silenciar noticias desfavoráveis, nada a referir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio da Ongoing então, concluído no imediato dia após as eleições é de tal forma despudorado, ostensivo, óbvio, que suplanta tudo o que se possa querer fazer parecer neste país levado por uma agenda jornalística contaminada, por quem nos bastidores, com os seus milhões e os seus poderes, dita as direcções, os sentidos e a intensidade das coisas.&lt;br /&gt;A Socratização desta República, está à vista, mesmo que a queiram esconder nas falhas dos discursos presidenciais, ou nas falhas de imagem dos seus opositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avé Sócrates!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-7927753087205023797?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/7927753087205023797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=7927753087205023797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7927753087205023797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7927753087205023797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2009/10/socratizacao-da-repuplica.html' title='A Socratização da Repúplica'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-4323560148310866457</id><published>2009-09-04T12:38:00.000+01:00</published><updated>2009-09-04T12:39:39.750+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Campanha eleitoral 2009</title><content type='html'>Estamos a dias de mais uma eleição legislativa em Portugal e a campanha aproxima-se da sua fase mais veemente e decisiva, quando um facto político favorável pode valer milhares de votos e uma falha pública, um trambolhão irrecuperável.&lt;br /&gt;Ainda assim, arrisco desde já  a análise global da campanha dos dois principais candidatos, uma vez que  o seu mote está traçado, bem definido desde há algumas semanas. Um viajante no tempo, vindo de eleições passadas, teria dificuldade em entender o que dizem e defendem os dois candidatos.  Uma campanha cheia de ironias, do melhor que Portugal é capaz de inventar. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O actual Primeiro-Ministro, após 4 anos de arrogância, de promessas desfeitas, de contradições e escândalos vários, criou a sua nova persona, calma, respeitosa, tranquila, um ser angelical que tenta ganhar as eleições acenando com os muitos investimentos que promete para a nova legislatura. Investimentos públicos que mais não são do que obras, betão e mais betão, valendo-se de concessões e esquemas de pagamento que atiram para amanhã, para outros governos, a verdadeira factura de tudo isso. Mas a ironia não está nas condições de pagamento, está no lema de campanha em si mesmo. Quem diria que o candidato do PS defenderia a construção de auto-estradas, aeroportos, linhas de comboio, para ganhar uma eleição em 2009? Quem diria? Em 1995, foi precisamente contra essa politica de betão, de investimento em infra-estruturas, que uma onda rosa conquistou o governo, concentrando  a sua politica de diálogo, no que era realmente importante: educação, politica social e cultura.&lt;br /&gt;Do outro lado, também Manuela Ferreira Leite parece apostada num lema algo duvidoso: politica de verdade. É certo que o José Sócrates nestes últimos 4 anos lhe facilitou a acusação implícita nesta máxima, conseguindo não cumprir nenhuma das suas principais promessas eleitorais, mas a candidata do PSD não está isenta de anteriores incumprimentos de palavra. Senão ela pessoalmente, pelo menos o governo de que fez parte como Ministra de Estado e das Finanaças, também faltou algumas vezes à verdade, aumentando impostos, criando pagamentos adiantados dos mesmos, congelando aumentos, etc. Mais uma ironia capaz de perturbar alguém que leve a sério as palavras dos políticos.&lt;br /&gt;Todos alegam as condições extraordinárias em que encontraram o País, para o contínuo incumprimento de promessas, pelo que apetece perguntar porque não preparam eles os seus programas já contando com todas as situações extraordinárias de que se conseguirem lembrar? É que Portugal parece viver mergulhado em condições extraordinárias há já muito tempo…&lt;br /&gt;Pelo menos, parece-me certo que estas ironias de campanha valerão que nenhum deles consiga uma maioria absoluta, tendo necessariamente, aquele que chegar mais adiante nesta corrida, que se coligar com um dos “pequenos” partidos, formatados para o seu modelo de oposição, uma verdadeira incógnita enquanto partidos de governação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheia de ironias, esta campanha é um vazio colossal, não há ideias, não há propostas realmente sérias, capazes de indicar um caminho, um lugar para Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-4323560148310866457?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/4323560148310866457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=4323560148310866457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/4323560148310866457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/4323560148310866457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2009/09/campanha-eleitoral-2009.html' title='Campanha eleitoral 2009'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-480041456447425854</id><published>2009-03-12T09:38:00.002Z</published><updated>2009-03-12T09:43:50.174Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>As dunas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__FR75yc_9vw/SbjZQjCQn5I/AAAAAAAAABM/-1Bi6emS46s/s1600-h/DSC00027.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312234638789353362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__FR75yc_9vw/SbjZQjCQn5I/AAAAAAAAABM/-1Bi6emS46s/s400/DSC00027.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__FR75yc_9vw/SbjYZqBV_5I/AAAAAAAAABE/DabdJzMQApc/s1600-h/DSC00027.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Tal como as dunas, os países deslocam-se, mudam de posição, saem do seu sítio. Países antigos como o nosso, já estiveram em muitos lugares, em muitas partes. Mas não me refiro apenas aos destinos onde as rotas exploratórias e migratórias levaram as suas gentes, refiro-me sobretudo às ideias desta comunidade peninsular, às crenças colectivas que em cada fase da nossa história, nos foram fazendo mais isto, ou mais aquilo.&lt;br /&gt;Aventureiros, conservadores, destemidos, dogmáticos, radicais, arrogantes, desiludidos. Já fomos um pouco de tudo, experimentámos todas as sensações. As contradições, as incoerências, sucedem em nós, como em qualquer outro povo, fazem parte de um processo que se espera evolutivo, uma aprendizagem baseada na correcção de erros que se cometem, inevitavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação que me assola nesta fase, tentando olhar de fora da pilha de areia, como um pequeno grão que pelo vento é levado um pouco mais alto, a um ponto onde consegue vislumbrar o corpo colectivo da duna, é não perceber para onde quer esta duna deslocar-se. Podemos considerar que o vento é o regedor do seu destino, factor alheio a ela, e que esse vento nestes dias é uma crise internacional que sopra incerta sobre nós.&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, sinto um enorme vazio na alma desta duna, Portugal, que não sabe qual o espaço adiante que pretende ocupar, para onde pretende evoluir, completamente toldada que está pelas circunstâncias, enredada nos sucessivos mecanismos de insucesso que construiu sobre si mesma e que não a permitem ser senhora da sua passada.&lt;br /&gt;Não há um objectivo colectivo, uma aspiração nobre que toque a maioria de nós, parece que tudo o que somos é um país de gente que se quer governar, um país onde cada um está por si e o bem comum é uma utopia que apenas se encaixa em discursos de propaganda politica.&lt;br /&gt;Absorta em descrença, com líderes caídos em descrédito, quem dá a este país uma ideia daquilo que ele pode ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-480041456447425854?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/480041456447425854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=480041456447425854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/480041456447425854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/480041456447425854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2009/03/as-dunas.html' title='As dunas'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__FR75yc_9vw/SbjZQjCQn5I/AAAAAAAAABM/-1Bi6emS46s/s72-c/DSC00027.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-5417651729051102325</id><published>2009-02-13T14:02:00.000Z</published><updated>2009-02-13T14:03:01.586Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simbolos'/><title type='text'>Portugal e Brasil</title><content type='html'>O Brasil nasceu de Portugal e inevitavelmente, seguiu o seu caminho enquanto país soberano. É hoje o maior país de língua portuguesa, mas são já poucas as parecenças entre o país de origem dos primeiros colonos e, a maior nação sul-americana. Partilhamos na história recente, a troca de emigrantes em busca de um futuro melhor. Primeiro, os nossos em direcção ao Brasil, tentando escapar da pobreza que foi cruel durante muitas das décadas do século XX. Depois, os brasileiros ao nosso encontro, procurando no Portugal do século XXI, integrado na UE, no Euro, as oportunidades que o seu país no presente não favorece.&lt;br /&gt;Mas partilhamos hoje e há já muito tempo, uma particularidade simbólica de enorme significado. No verdadeiro estandarte de cada país, desenhada na sua insígnia esvoaçante, a bandeira nacional, Portugal e o Brasil partilham um facto único e revelador. São os dois únicos países do mundo (que eu saiba, pelo menos…) que têm na sua bandeira, a representação do mundo. Não um símbolo nacional, um objecto da sua terra, mas o desenho de uma representação do globo terrestre.&lt;br /&gt;A origem comum a estes símbolos em ambas as bandeiras, remonta a 1816, quando o rei D. João VI decretou o Brasil como reino, dentro do Estado português que era o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Esta bandeira incluía a esfera armilar. A bandeira do Reino Unido do Brasil, era em fundo azul, apenas com a esfera armilar, amarela, ao centro. Foi desta bandeira que saiu a actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da esfera armilar, enquanto objecto de navegação marítima, representar a deslocação das estrelas e planetas no nosso céu, a sua adopção aquando da instauração da república portuguesa, tal como aquando da criação da bandeira brasileira, teve por objectivo a representação do mundo, não de um objecto celeste. No caso português, obviamente, o mundo da saga e conquista marítima.&lt;br /&gt;Há várias bandeiras com círculos ao centro, sobretudo em países orientais como o Japão ou o Bangladesh, que representam o sol. Há bandeiras com estrelas, com a lua, com animais ou objectos de trabalho, com símbolos políticos. Mas só Portugal e o Brasil quiseram representar o mundo. O mundo, com o céu estrelado da independência e o mote da ordem e do progresso, no caso do Brasil, o mundo, com o escudo ancestral português diante dele, no caso de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado das coisas não é acidental, e como diz o poeta “as nações, todas são mistério”. Os mistérios destas duas nações, universais, estão em grande medida, ainda por decifrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-5417651729051102325?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/5417651729051102325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=5417651729051102325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/5417651729051102325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/5417651729051102325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2009/02/portugal-e-brasil.html' title='Portugal e Brasil'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-2059760546441187774</id><published>2009-01-09T14:23:00.001Z</published><updated>2009-01-09T14:24:47.296Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Crise Internacional vs. Crise Nacional</title><content type='html'>Tem-se tornado um lugar comum para os economistas e demais analistas da nossa praça, dizer que Portugal é o país europeu melhor preparado para esta crise. O país há mais tempo em crise, habituado a viver com o pouco que tem, tem de saber superar outro momento difícil. Apertar o cinto não é uma expressão nova.&lt;br /&gt;Mas esta crise, por ser mundial, pode levar a reformulações do sistema financeiro e até social, que nenhuma das recentes crises internas foi capaz. Basta olhar para os primeiros atingidos pela crise. Ao contrário do que até aqui acontecia, sempre que a economia tremia, eram as pessoas menos protegidas, de menores posses, de cargos inferiores, que eram mais atingidas. Congelamento de salários, despedimentos, reestruturações. Palavras comuns para todos esses, mas que conviviam com um contraditório mundo de exageros nos cargos mais elevados de empresas, públicas, semi-públicas ou privadas, onde regalias e benesses eram banalmente distribuídas a directores e todo o seu bando. Indemnizações chorudas em despedidas oportunas, prémios absurdos apenas por desempenharem a sua função, ou promíscuos jogos de cadeiras entre cargos públicos e privados, com interesses comuns, eram ordem do dia sem grande sublevação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas terá tudo isso mudado ao cabo destes meses de crise internacional?&lt;br /&gt;Certamente que não. E pelas previsões para 2009, parece que após as primeiras faíscas que caíram sobre os senhores do dinheiro, este ano será forte em levar milhares de empregos àqueles que sempre fazem mais um furo no seu cinto, para apertar, nunca para alargar. Mas parece que por um momento estancou a loucura de negócios duvidosos, de troca ilegal de favores, de especulação estonteante. Será que saberemos tirar desta crise, mundial, mais do que apenas o esmorecimento da pouca-vergonha caseira?&lt;br /&gt;O cenário politico não é nada animador, mas não custa pedir, que num futuro próximo, pensem os nossos governantes nos verdadeiros problemas do seu país. Isso nunca poderá vir de fora, por muito que acabassem com os off-shores, com a especulação imobiliária, com os crimes ambientais, terão que ser os portugueses a dizer que querem ser educados, que querem ver a sua saúde bem cuidada, que exigem respeito.&lt;br /&gt;A crise nacional, vem de muito longe e não se prende só com dinheiro, saberemos aproveitar a deixa para mudarmos o nosso fado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-2059760546441187774?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/2059760546441187774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=2059760546441187774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/2059760546441187774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/2059760546441187774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2009/01/crise-internacional-vs-crise-nacional.html' title='Crise Internacional vs. Crise Nacional'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-7098247495451738875</id><published>2008-11-29T16:21:00.003Z</published><updated>2008-12-29T15:06:33.113Z</updated><title type='text'>Milenarismo</title><content type='html'>O milenarismo define uma corrente de pensamento, ou talvez uma fé, uma crença, que se repete a cada virar de milénio e que se caracteriza por aguardar uma mudança radical no mundo, em alguns casos mesmo o fim dele, ou até a chegada (ou o regresso) de um Messias que retire o planeta da apostasia.&lt;br /&gt;Muitos foram os livros publicados antes de 2000 falando deste tema, fazendo previsões catastróficas, evocando profetas, visionários, códigos escondidos e livros antigos, anunciando o fim do mundo. A grande maioria das pessoas estava alerta para esta sensação global, e ainda que não fosse crente em qualquer religião ou seita, espreitava atento para os sinais do mundo, veja-se como exemplo, o pânico gerado pelo flop Y2K.&lt;br /&gt;A desilusão foi total para os milenaristas ao encerrar o ano de 2000, o alívio grande entre os que não acreditando em nada disso, estavam de sobreaviso e a gargalhada, geral, entre os que consideravam patéticas todas essas crendices.&lt;br /&gt;Mas 8 anos depois, abrindo um pouco o espectro da análise, alargando a escala temporal para relativizar este espaço de apenas 8 anos na longa história da humanidade, fica a estranha sensação de que de facto, algo se está a passar. Algo muito intenso e veemente com proporções bíblicas, diria mesmo apocalípticas, está a cair sobre a humanidade.&lt;br /&gt;Se em 1999 um profeta nos tivesse dito que nos 8 anos seguintes tudo isto, que passo a listar, se ia passar, talvez tivéssemos acreditado no dito, “fim do mundo”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2001,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- George W. Bush é eleito presidente americano (com menos 500 mil votos que o candidato vencido e após uma guerra legal de um mês);&lt;br /&gt;- 11 de Setembro, atentados em Nova Iorque, destruição das torres gémeas (aparecimento da Al-Qaeda e Osama Bin Laden);&lt;br /&gt;- Guerra no Afeganistão (invasão americana);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2002,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Atentados em Bali, Indonésia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2003,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- 2ª Guerra do Iraque (invasão americana sob falsos pretextos, autorizada pela ONU)&lt;br /&gt;- Atentados terroristas suicidas na Chechénia, Marrocos, Arábia Saudita, Índia, Túrquia, Rússia, Iraque.&lt;br /&gt;- Onda de calor atinge a Europa e causa milhares de mortos (Aquecimento Global começa a ser visto como ameaça)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2004,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- 11 de Março, atentados de extremistas islâmicos em Madrid;&lt;br /&gt;- Tsunami na Ásia provoca mais de 250 000 mortos e milhões de desalojados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2005,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Novos atentados em Bali;&lt;br /&gt;- Atentados de extremistas islâmicos ligados à Al-Qaeda, em Londres&lt;br /&gt;- Terramoto em Caxemira, mata mais de 80 mil pessoas;&lt;br /&gt;- Furacão Katrina atinge Nova Orleães, matando milhares e desalojando centenas de milhar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2006,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Tumultos estudantis em França alastram para motins generalizados (cronfrontos, carros incendiados, etc...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Nova guerra entre Israel e o Líbano (24 anos depois);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2007,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Preços do petróleo e alimentos disparam em todo o mundo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2008,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Guerra na Ossétia do Sul entre Rússia e Geórgia;&lt;br /&gt;- Terramotos na China matam mais de 100 mil pessoas;&lt;br /&gt;- Crise Económica Mundial;&lt;br /&gt;- Atentados em Bombaim, Índia;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes foram apenas os acontecimentos que me lembrei de cor, muitos outros houve que espantariam o homem do século passado. Dá que pensar… Mesmo que não seja o fim do mundo, o certo é que ele está a mudar, perigosamente, a uma velocidade vertiginosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta saber, qual o lugar de Portugal, nesta evolução do mundo. Palpites?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-7098247495451738875?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/7098247495451738875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=7098247495451738875&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7098247495451738875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7098247495451738875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/11/milenarismo.html' title='Milenarismo'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-3974650148417428156</id><published>2008-09-04T16:49:00.001+01:00</published><updated>2008-09-04T16:50:24.517+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexões'/><title type='text'>Pequenas reflexões - I</title><content type='html'>Em todo o lado e em lugar algum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, como hoje, os portugueses são utópicos sonhadores que aspiram sempre a tudo, em todo o lugar, pelo que quando atingidos pela realidade de não terem conseguido lá chegar (quem pode mesmo alcançar tamanha façanha?), &lt;em&gt;melancolizam&lt;/em&gt; as suas emoções e remetem-se para o lado oposto, o mais céptico e resignado da personalidade humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-3974650148417428156?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/3974650148417428156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=3974650148417428156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/3974650148417428156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/3974650148417428156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/09/pequenas-reflexes-i.html' title='Pequenas reflexões - I'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-3513440669674364771</id><published>2008-07-09T10:52:00.001+01:00</published><updated>2008-07-09T11:00:33.063+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conservador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Conservadores ? — Parte II</title><content type='html'>Continuando o tema do meu último texto, resolvi abordar, desta feita mais em detalhe, as razões do conservadorismo que reina em Portugal, as suas origens e porquês.&lt;br /&gt;Muitos apontam a predominância da Igreja Católica sobre os governantes portugueses dos últimos séculos, a obediência cega aos ditames de Roma a que por isso fomos sujeitos, como o principal entrave a uma cultura menos conservadora. Uma espécie de força de bloqueio que impediu qualquer avanço do espírito, da cultura e da ciência de Portugal, fora do mais exigente cânone católico. O próprio Fernando Pessoa, escreveu sobre o facto algumas críticas veementes, como é exemplo o mais recente texto inédito, sobre a temática das aparições em Fátima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, mesmo não sendo um especialista na matéria, parece-me do conhecimento comum que, pelo menos desde a inquisição, a força da Igreja Católica sobre os destinos do povo português, foi grande, como aconteceu aliás, noutras partes da Europa. Esta proximidade, esta intromissão e promiscuidade com os governantes, foi obviamente do interesse de Roma, que assim estendia o seu invisível braço de poder e arrecadava, superiores receitas (terrenas). Podemos então sentirmo-nos usados? Vítimas do conservadorismo romano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será tanto assim. Honestamente, Portugal tirou também partido dessa relação próxima, tornando-a quase simbiótica. Desde logo, as boas graças da Igreja de Roma, serviram como salvaguarda de incalculável valor na garantia da independência nacional, protegendo-nos do vizinho espanhol sempre à espreita, aguardando por uma fresta e uma debilidade nesta tira de terras à beira do Atlântico. Acresce a vertente moral, que apesar de conservadora e baseada num temor religioso exacerbado, ajudou a manter o país, intrinsecamente ingovernável e desordeiro (devido às origens e misturas de povos, apresentadas no último texto), coeso.&lt;br /&gt;Uma fé única, ainda que regida por estrangeiros e de forma despótica em alguns períodos, foi essencial para manter a união deste povo, deste pais em formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se leia que concordo com uma ditadura de qualquer espécie, politica ou religiosa, pelo contrário, mas há apenas que reconhecer que muito do que somos hoje, o bom e o mau, devemos em parte à Igreja que quer na monarquia, quer em grande parte da república, esteve ao lado do poder de Portugal, mantendo o país unido. E isto não é de subestimar, se atentarmos nos demais exemplos europeus, recheados de querelas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta breve análise, não pretende mostrar o conservadorismo português, chegado até aos dias de hoje, como uma inevitabilidade. Pretende apenas que se perceba parte da sua origem e que se entenda que nem tudo foi perdido nessa cedência à moral católica, romana. A força do clero, foi do interesse de uma sociedade que foi conservando certos preceitos, para se preservar ela própria, de imprevisibilidades de porte pouco mensurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, há 34 anos com uma república que se vai desligando da Igreja Católica, com um povo que parece concentrar o seu fervor religioso apenas nos dias 13 dos meses de Maio e Outubro, não restam amarras nem desculpas para que aos poucos e poucos, as mentes e as almas dos portugueses não procurem soltar-se. Arriscar, sair da cadeira e fazer as coisas grandes que lhe estão destinadas. Não cortando com tudo o que foi esta história nossa, mas pensando apenas que outra mais corajosa poderá ser novamente escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-3513440669674364771?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/3513440669674364771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=3513440669674364771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/3513440669674364771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/3513440669674364771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/07/conservadores-parte-ii.html' title='Conservadores ? — Parte II'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-9200491650588498757</id><published>2008-06-02T15:31:00.002+01:00</published><updated>2008-06-02T15:36:52.367+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conservador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Conservadores?</title><content type='html'>Portugal é um país conservador. E com esta frase no prólogo, poderia terminar o texto que tento principiar. Ao afirmá-lo, pareço não levantar dúvidas sobre o facto.&lt;br /&gt;E haverá dúvidas sobre o facto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma génese revoltosa, revolucionária, Portugal nasceu de espada na mão. Na mão de condes e afiliados, vindos do centro da Europa movidos pela ambição. Buscavam a glória da reconquista desta réstia de território mouro, buscavam certamente novas terras para onde estender a sua influência. As posses aumentavam o poder da nobreza e um condado na Europa mais ocidental, não era de menor valor.&lt;br /&gt;Conseguiram esses nobres, esses proto-portugueses, já na geração seguinte, libertarem-se do jugo daqueles a quem tinham vindo ajudar e fazer deste canto de terras, um pedaço independente. Uma óbvia traição para eles, uma espécie de libertação, para nós. Por curiosidade, o país nasceu no território norte da península ibérica, por sinal, também o mais acidentado, orograficamente falando.&lt;br /&gt;Para começo, nada conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as fronteiras ficaram definitivamente fechadas a sul, no Algarve, Portugal era uma mescla única de gente das mais variadas origens e com todo o tipo de credos. Éramos descendentes de celtas, de visigodos, de suevos, de mouros do norte de África e Árabes da Arábia mais longínqua e havia por todo o lado resquícios da presença romana e de outras pontuais incursões de fenícios, judeus e outros. Um caldeirão de gente, liderada por uma elite do centro da Europa, loira e de pele clara.&lt;br /&gt;Viria mais tarde a expansão marítima, enormes riscos corridos em mares desconhecidos, lugares onde barcos nunca tinham chegado e novos mapas a serem traçados. Tudo menos conservadores.&lt;br /&gt;Da não existência, em poucos séculos passámos a um país soberano e com um Império sob o seu comando. Uma epopeia constante.&lt;br /&gt;Daí em diante esse espírito bravo e conquistador, corajoso e de permanente insatisfação perante os seus feitos, foi esmorecendo e caímos numa letargia atroz. Neste estado de alma que facilmente um estrangeiro aqui chegado nos detecta. Isso que se resume a um muito querer, sentado e olhando longe, mas sem tirar o peso do corpo do lugar cómodo, ali permanecendo, agoirando sobre os ditames que nos impedem de sair, maldizendo e intrujando sobre desculpas falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? Porque queremos nós conservar este pedaço de calma à beira mar plantado, sem sobressalto, sem arriscar algo mais, algo maior? Nem andamos para a frente, nem caímos definitivamente para trás, ficamos apenas aqui, conservando os ritos, os mitos, os lugares, as famílias, tudo isso que merecendo ser conservado, não deveria ser o motivo da nossa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-9200491650588498757?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/9200491650588498757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=9200491650588498757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/9200491650588498757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/9200491650588498757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/06/conservadores.html' title='Conservadores?'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-4243621559840898272</id><published>2008-04-03T15:12:00.001+01:00</published><updated>2008-04-03T15:15:56.938+01:00</updated><title type='text'>Educação de Portugal</title><content type='html'>O messianismo é transversal a todos os povos com fé, a todas as religiões. É um lugar comum, esperar que uma divindade descida de algures venha resgatar os ímpios das suas perdições, os doentes das suas maleitas, os desamparados da sua solidão, os vencidos das suas derrotas. É um lugar confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, Portugal é um verdadeiro caso de estudo neste campo, porque há séculos que se encontra à espera. Apesar de poder parecer para aqueles que nos olham de fora, que continuamos a viver, a verdade é que parte do nosso presente está sempre nessa atitude prostrada, nesse olhar estacionariamente absorto no amanhã.&lt;br /&gt;É este o nosso devir mais profundo e destas profundezas temos de ser resgatados. Ansiamos mudar mas não nos deslocamos. Não gostamos do que somos mas nada fazemos para ser algo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Educação em Portugal é um exemplo deste tipo de atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há longos anos que se vem degradando a qualidade do ensino básico. A exigência diminui, as facilidades alastram e o que importa não é aquilo que os nossos jovens sabem, nem tão pouco aquilo que lhes ensinamos, mas o grau de escolaridade que atingem. O número de anos, o título, a aparência de que são instruídos como nos países modelo, mesmo que pouco saibam.&lt;br /&gt;A machadada final, prevê-se com facilidade, será a promoção do 12º ano como o limite da escolaridade obrigatória, estendendo por mais 3 anos a regra do “deixa-passar”, da ausência de chumbos por faltas, a impunidade da má educação e indisciplina, etc…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porquê o messianismo como introdução deste texto sobre educação em Portugal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque parece que vivemos num limbo durante décadas, onde ninguém parecia mostrar a sua oposição perante reformas sem propósito, levadas a cabo sem um fito, sem um fio condutor que guiasse a educação, onde de facto ela devia ir: ensinar e tornar culta as futuras gerações. Os professores, como os pais, os políticos, os pedagogos, quedaram-se impávidos, esperando que um dia chegasse um salvador que tudo resolvesse, num só acto sem hesitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse limbo findou com a recente manifestação de professores. Só de facto a Ministra, promovida a Anti-Cristo, pode acreditar que esta manifestação se ficou a dever exclusivamente à questão das avaliações. A verdade é que a tampa dos professores saltou, após um acumular de pressão muito superior ao que seria aconselhável. Os 100 mil de Lisboa podiam ser 1 milhão se contássemos todos os professores que nas últimas décadas foram vítimas de um sistema fragilizado, sem orientações nem objectivo digno desse nome. A Ministra foi apenas a última cara deste movimento, tendo-lhe valido a sua ousadia na prossecução de mais um corte em direcção a lado nenhum, para ter originado tamanho movimento.&lt;br /&gt;Esta energia, entenda-se, é positiva! É um corte no marasmo. Um abanão nas mentes, como os vídeos do youtube, que dão uma violenta imagem dos relatos até aqui mudos e sem eco, mas igualmente reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de falarmos sobre isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem queremos que seja a próxima geração de portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educados, cultos, sabedores, socialmente conscientes e participativos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então está na hora de mudar, Portugal, porque nenhum messias virá da tirar-nos da bruma deste descalabro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-4243621559840898272?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/4243621559840898272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=4243621559840898272&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/4243621559840898272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/4243621559840898272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/04/educao-de-portugal.html' title='Educação de Portugal'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-7117859149768787287</id><published>2008-03-07T22:35:00.001Z</published><updated>2008-03-07T22:37:09.855Z</updated><title type='text'>O debate faz-se, mas far-se-á?</title><content type='html'>Por estes dias, parece que se cruzam ideias sobre as nações. No caso, as nações nascidas do fim do nosso império. Quando uma coisa morre, outras nascem no seu lugar. Assim parece ter sido com o Império ultramarino português, que deu lugar a um conjunto de nações novas e dispersas, falantes do português, com saudade e outros maneirismos nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é disso que falam lá longe, na Praia, em Cabo Verde, por estes dias. Fiquei a sabê-lo quando de manhã chegava ao trabalho, não pelas ondas que batiam na praia, desfazendo-se em espuma, mas pelas ondas da rádio que me faziam chegar os “Sinais” de Fernando Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei sobre o que discorrem neste debate, mas o fim do império significa a génese de um novo mundo para essas pessoas, para nós, tão certo quanto era, presente continua a ser o vazio. O vazio não se queira crer que é de terras, ou de domínio. É um vazio na alma que enche os portugueses ao invés de os esvaziar. Enche-os e amarra-os ao seu lugar. Prende-os como que fazendo da gravidade a maior das leis do universo. Dificulta que se soltem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disto certamente não vão falar lá, porque se debatem pela sobrevivência esses novos reinos longínquos, como recém-nascidos que, ofegantes, antes querem para já o oxigénio, para só mais tarde poderem pedir o leite, o pão e a terra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vazio é nosso. Temos que sair dele pelo pé do nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ler mais sobre o debate:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331126&amp;amp;visual=26&amp;amp;tema=2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331126&amp;amp;visual=26&amp;amp;tema=2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Escutar a edição de 7 de Março de "Sinais":&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/radio/index.asp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.tsf.pt/online/radio/index.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-7117859149768787287?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/7117859149768787287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=7117859149768787287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7117859149768787287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/7117859149768787287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/03/o-debate-faz-se-mas-far-se.html' title='O debate faz-se, mas far-se-á?'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-286782371586544594</id><published>2008-02-29T09:23:00.000Z</published><updated>2008-02-29T09:24:48.590Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Há quanto sem rumo?</title><content type='html'>Os povos são como navios. Partem de um porto, rumo a um destino, com uma rota traçada. Nos oceanos a que se lançam, viajam sujeitos ao vento, às tempestades, às correntes, aos dias calmos. Variáveis que podem alterar os planos iniciais e a meio da viagem, o destino. De repente, com um mastro partido e velas danificadas, uma ilha pedregosa e pouco fértil pode parecer melhor casa do que o continente rico e ameno onde se pretendia chegar.&lt;br /&gt;A nação Portugal nasceu com um fito. Um desígnio cristão de salvar a península ibérica e o continente europeu da presença infiel (leia-se Árabe), o que escondia a vontade firme de tornar toda a costa ocidental do território, independente do jugo castelhano. Tão eficazes que fomos a atingir esse primeiro porto de passagem, tivemos que sacrificar um ponto intermédio, deixando para trás o território da Galiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortificámos o território, resistimos às pressões de Castela, que esperava retomar a posse  desta tira litoral, tornámo-nos uma nação respeitada. Dos dias mais calmos, surgiram as ideias. Os planos de quem habituado ao turbilhão, não sabia esperar ser levado pela corrente. Inovação, risco e ousadia. Tudo conjugado partimos em direcção a um porto muito mais distante. E chegámos lá. Os sacrifícios pareceram poucos quando vislumbrámos onde chegávamos. Um mundo totalmente novo, desbravado por essa coragem de quem tinha sangue vivo. Embriagados pelo feito, pelo poder, cometemos os excessos e as loucuras de quem se perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos um Império e as nossas gentes partiam para fazê-lo durar. Abusavam, escravizavam, mas também cristianizavam e se misturavam e criavam laços com povos distantes. Foi uma longa travessia e com o passar do tempo, a mistura era maior do que a possessão. Aos poucos fomos perdendo a força, o rumo parecia incerto, até que em determinado ponto, pareceu que estávamos a andar para trás, de regresso à última paragem. E assim era.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que desde então mergulhámos numa tristeza tão profunda, num desânimo tão intenso, que deste navio, Portugal, os homens e mulheres debruçam-se apenas sobre bombordo buscando uma nova paragem de sonhos, idílizada, um território imaginário que devolva toda a esperança, toda a glória. Ninguém lava o navio, ninguém remenda e iça as suas velas, ninguém pega no leme e traça um novo rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quanto tempo Portugal? E até quando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-286782371586544594?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/286782371586544594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=286782371586544594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/286782371586544594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/286782371586544594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/02/h-quanto-sem-rumo.html' title='Há quanto sem rumo?'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-5927499789623620425</id><published>2008-02-27T16:14:00.000Z</published><updated>2008-02-27T16:15:28.038Z</updated><title type='text'>Ao povo português foi levado o seu império</title><content type='html'>Estivemos no dealbar do mundo moderno, desbravando o mar desconhecido, descobrindo para lá dos limites dos mapas, trazendo um novo mundo aos olhos de todos. Dominámos, de facto, porções de terra imensamente maiores do que este recanto ocidental da Europa donde partimos. Dominámos gentes, comércio, dominámos ciência.&lt;br /&gt;Mas, à data de hoje, não resta glória, fortuna, nem tão pouco influência. Não somos relevantes na política desses territórios, a nossa língua não vingou globalmente, o nosso comércio e indústria são residuais e inexpressivos, o poder não nos serviu para lá desse momento em que fomos, em que estivemos. Extinguiu-se com o regresso das naus.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos assentar neste retrato frio, neste soturno resultado das coisas, o nosso pessimismo latente, remetendo-nos a uma insignificância que não pode ser de maneira nenhuma a nossa.&lt;br /&gt;Ao povo português foi levado o seu império, porque a sua demanda é pensar. Não comandar o mundo material, não ser um império das posses, das coisas e lugares. Se houvesse Portugal perdurado como grande nação das conquistas, guardando o imenso poder que foi seu, nunca poderia hoje o seu povo entregar-se à contemplação profunda da sua alma. Da alma do mundo. E como predito por António Vieira, o padre feito profeta, será do Espírito o Quinto Império, não da economia, não da língua, não dos costumes.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa ou Agostinho da Silva aludiram a isto mesmo. Um novo mundo onde os portugueses devem influir, mas que não será um reino das coisas. Talvez um reino das ideias, dos princípios, da razão, do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estamos hoje, nós? Qual é o teu lugar Portugal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-5927499789623620425?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/5927499789623620425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=5927499789623620425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/5927499789623620425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/5927499789623620425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/02/ao-povo-portugus-foi-levado-o-seu.html' title='Ao povo português foi levado o seu império'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1659534651923017976.post-1410909042109758478</id><published>2008-02-27T14:08:00.001Z</published><updated>2008-02-27T14:10:50.145Z</updated><title type='text'>Pontos Prévios</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No primeiro dia deste blog, na tentativa de reduzir desde já a hipótese de surgir qualquer mal entendido, deixo abaixo listados os propósitos pelos quais me guio e que me fazem publicar a partir de agora, aqui, reflexões e análises várias que em tudo remetem para a portugalidade, para o debate sobre a própria existência, mas que não se devem confundir com outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos Prévios:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º-&lt;/strong&gt; “O Lugar de Portugal” não pretende debater a politica nacional, ainda que, porventura, questões politicas do passado, presente e futuro, possam nele ser abordadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º-&lt;/strong&gt; “O Lugar de Portugal”, não segue nenhuma corrente de pensamento instituída, nem tem qualquer filiação partidária ou de qualquer outra ordem, pelo que as opiniões são da exclusiva responsabilidade do seu autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º-&lt;/strong&gt; “O Lugar de Portugal”, pretende abordar questões nacionais, relacionadas com a essência do seu povo, dos seus lugares, dos seus mitos e tradições, mas não é um domínio nacionalista, antes se pretende &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;universalista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º-&lt;/strong&gt; O “Lugar de Portugal”, pretende ser um espaço livre, de discussão aberta sobre assuntos que passam à margem da actualidade, mas cuja importância, entende o seu autor, não deverá ser diminuída&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1659534651923017976-1410909042109758478?l=olugardeportugal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/feeds/1410909042109758478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1659534651923017976&amp;postID=1410909042109758478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/1410909042109758478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1659534651923017976/posts/default/1410909042109758478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olugardeportugal.blogspot.com/2008/02/pontos-prvios.html' title='Pontos Prévios'/><author><name>rc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03172518826011364306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
